domingo, 17 de março de 2024

A FÁCIL ARTE DE ESCREVER UM ROMANCE

 



(Este texto foi escrito com pressa, sem revisão nem nada.)

Nunca pensei que conseguiria escrever um romance, se é que aquilo possa ser chamado de romance. Talvez eu use esse parágrafo no meu discurso quando for agradecer a Academia Sueca.

Há muitos anos eu queria escrever algo, mesmo sendo ruim, com começo, meio e fim. Mas eu sentia que só escreveria bobices, "clicherices". Depois de um tempo curto, quase 4 décadas, finalmente escrevi algo. Pensei que me sentiria mal por escrever algo tão genérico. Entretanto sentia algo que se aproxima da felicidade. Não era uma felicidade, mas passou longe da frustração.

Ao escrever, li muito e escrevi alguma coisa, nada demais, nada, creio, muito péssimo. Talvez mediano para horrível. Mas o maior medo de escrever vinha daquelas frases de escritores famosos, onde todas diziam isso: escrever é difícil. E de fato é, porém não é tanto assim. É prazeroso ver as palavras dançarem nas frases e parágrafos, formando a grande quadrilha chamada livro.

Vejo vários erros no meu romance, revisei umas dez vezes, sei que ele poderia ser melhor, mas melhorei-o até onde minhas habilidades me permitiram nesse momento. Sei que depois dele escreverei outro muito melhor. Fiz o meu melhor.

sexta-feira, 8 de março de 2024

À LENDA, com admiração


 

O ki de Toriyama se apagou.

Hoje, pelas 0h30, li no Facebook: Akira Toriyama havia falecido no dia 1º de março, mas somente na madrugada do dia 8 é que a notícia foi divulgada ao mundo. Ele viveu 68 anos. Para mim, aquilo parecia mais uma fake news, mas com o passar dos minutos, a notícia se espalhou pelas redes sociais e sites de notícias. A repercussão mundial não poderia ser uma notícia falsa. Infelizmente, nenhuma esfera do dragão poderia ressuscitá-lo.

 Em todas as línguas, houve palavras para expressar o sentimento único por alguém que nunca conhecemos pessoalmente, mas que marcou nossas vidas, seja com os quadrinhos, seja com a animação, seja com os jogos. Akira Toriyama, com certeza, foi um dos maiores mestres da ficção moderna. Sua influência abrange desenhistas e escritores em geral.

 Mas

 o que fazer para fugir dessa terrível tristeza?



Lembra-se com carinho da obra de Toriyama e da felicidade que ela nos proporcionou. Dos tempos de escola, em que saíamos correndo para casa apenas para assistir a Dragon Ball. Eu e meus colegas assistíamos, jogávamos e colecionávamos os álbuns de figurinhas. Akira tornou nossa infância e adolescência muito mais feliz, não só aqui, mas no mundo todo. A ficção pode nos tornar seres melhores. Embora a obra fosse acusada de violenta, eu e meus amigos  nunca pensamos em sair por aí batendo nas pessoas. Ela nos ensinou a respeitar, a ter bondade, a ter esperança, a nunca desistir daquilo que queremos. A treinar e perseverar e superar as dificuldades. A ficção melhora as nossas vidas. 

 


Tive acesso a poucos volumes do mangá, mas a arte dele era encantadora, e eu e meus amigos a imitávamos. E graças a ele, hoje faço alguns rabiscos. Seus personagens carismáticos ficarão longe da zona do esquecimento.



Ele é uma lenda dos quadrinhos mundiais. Mas que somente teve unanimidade após sua morte, na internet, antes questionado, hoje idolatrado.

Na minha infância e adolescência, sua obra era especial. Depois do desenho, conheci os quadrinhos. Ler a obra de Toriyama será um ideal que sempre nos unirá. Ele é um grande sol que nos iluminou e continuará a iluminar a próxima geração de fãs de seu trabalho — singular e impactante. Não à toa, ele é o mestre de grandes autores como Eiichiro Oda e Masashi Kishimoto.



 Um autor nunca morre.

Seu legado viverá para sempre.

Descanse em paz, Sensei.

TO-RI-YA-MA-RAAAAAAAAAAAAA

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

DICAS DE ESCRITA

 




Até um gambá escreverá com maestria sobre perfumes depois de ler isto. Qualquer escritor — de redator de notas de rodapé de TCC a escriba de notas de falecimento— aprenderão algo.
Hão de concordar os leitores que há escritas criativas mais criativas do que outras. E por quê? Decerto, escrita apressada, escrita não pensada, escrita não revisada, ou seja, escrita não planejada. Faça isso e você será o próximo Itamar Vieira Junior ou não.

Siga estas regras e escreva coisas de dar inveja em Machado de Assis, Conceição Evaristo e Alan Moore.

—Escreva desordenadamente, nada de planejamento, nada de revisão, aliás revisão e planejamento é para os fracos. Não defina metas de escrita.

—Espere sempre pela inspiração.

—Escreva ocasionalmente, mensalmente ou anualmente.

—Escreva capítulos longos em parágrafos longos e coloque neles ideias curtas.

—Leia pouco ou nada.

—Imite o estilo do seu escritor favorito ou até mesmo escreva a mesma história que ele escreveu.

—Preencha o papel com clichês nada melhor do que ser original.

—Está sem ideias? Pegue uma de alguém e diga que foi inspiração, homenagem. Ideia velha com gravata e paletó novos.

—Seja prolixo, melhor colocar 30 palavras em um parágrafo do que 5.

—Brevidade e concisão são defeitos.

—Voz passiva use e abuse.

—Faça de seu texto um jardim de advérbios e adjetivos.

—Virgule do seu jeito, pois pontuação é respiração. Respirou, virgule.

—Nunca reescreva, senão irá ao inferno de Patrick Rothfuss e George R.R. Martin.

—Esqueça histórias curtas, insista em histórias longas com centenas de personagens, “As crônicas de gelo e fogo” estão aí.

—Não estude gramática, você já sabe tudo.

—Entre uma palavra de uso corrente e uma rara, opte pela rara, os leitores não saberão o significado dela, você parecerá culto e inteligente. E antes parecer do que ser.

Com essas dicas valiosas qualquer escriba escreverá complexas bulas de remédios e simples sagas épicas em 15 volumes.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

O PESO DO PASSARO MORTO DE ALINE BEI

 


Pelas inúmeras críticas positivas, 

já era de se imaginar que Bei escreveu 

um pequeno grande livro.

Curto.

Cortante.

Chocante.

Sua escrita em verso, mesmo sendo uma prosa, 

já é uma estranheza.

Soma-se a isso os temas abordados:

 abuso, morte, relação fria entre mãe e filho.

Li numa tarde, poucos capítulos, de poucas páginas, e muitas reflexões.

Nem sempre se necessita de 500 ou 1000 páginas

 para se escrever um livro relevante

 e tocam seus leitores de forma singular e bela. 

Muitos, aliás, gastam páginas à toa e não tocam os seus leitores. 

O contrário pode ser dito de O peso do pássaro morto.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

EIICHIRO ODA: O MAIOR VENDEDOR DE FICÇÃO



1 de janeiro de 1975 veio ao mundo um dos maiores vendedores de ficção, e atualmente o maior. Conheci o mangá (quadrinho japonês) One Piece há muitos anos, comprei a edição 28, da editora Conrad, que dividia um volume em dois, sendo que as edições 27 e 28 equivaliam ao volume 14 japonês. Fiquei fascinando pela arte caricata de Oda, ao mesmo tempo que lembrava Dragon Ball era, ainda assim, original. Quadrinização fácil de ler, texto recheado de nonsense e humor, personagens estranhos, bizarros. Com o tempo sua quadrinização ficou poluída, e me parece que a arte está ficando em alguns quadros irregular, a idade chegou. Não é fácil desenhar há 25/26 anos um mangá de sucesso. Sucesso mundial. Não à toa vendeu mais de 500 milhões de cópias de sua obra. Um ficcionista de respeito.




Não farei uma biografia dele, já existi milhares na internet.

Hoje não coleciono mais o mangá, que já ultrapassou os 100 volumes, porém acompanho-o pela internet. E o arco atual de Bartolomeu Kuma é um dos grandes momentos de Oda como escritor. Mistério, suspense, drama, humor, emoção e muita dor, dor, dor e tragédia. Tudo isso mexe com o leitor, nos faz chorar. Só um grande escritor faz isso. Oda apesar de seus defeitos, que não listarei aqui, faz com que suas qualidades “apaguem” seus defeitos. Ele nos faz passar ótimos momentos em seu mundo caricato, divertido e violento, nos traz entretenimento e verdades sobre o nosso mundo: escravidão, tirania, preconceitos. Aliás, o mundo de Oda é tão fascinante quanto os criados por Robert E.Howard, J.R.R.Tolkien e G.R.R.Martin.




Oda tornou meus dias melhores assim como Machado de Assis ou Neil Gaiman.

E espero, como todos os leitores, que ele conclua com dignidade sua obra.

(imagens retiradas do site guia dos quadrinhos.)

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

ÀS ESCURAS





Às escuras 
foi assim que passei parte do primeiro e do segundo dia do ano novo. Graças à boa companhia de energia. Nem vou acrescentar que isso me deixou superfeliz.

Este blog deveria ter nascido ontem, mas devido à ausência de energia não foi possível. Uma simples chuva e ficamos sem luz, se fosse uma vez ou outra, tudo bem, porém isto vem acontecendo sempre, terceira ou quarta vez em menos de dois meses.

O meu primeiro dia do ano deveria ter sido perfeito: Eu choraria pelas minhas dívidas contraídas devido às festas de natal e ano-novo, depois iria lá fora lutar com um urso, voltaria para casa e leria o meu Machado de Assis, e finalmente criaria meu blog, entretanto isto não foi possível. Snif!

Quando um aspirante a escritor cria um blog seu intuito é escrever nele com regularidade. Eu tentarei escrever com certa "irregularidade regular". Seria desonesto dizer que escreveria diariamente. Eu já tentei e o resultado não foi bom, cada um, trilha um caminho diferente na escrita. Meu “desdiário” é uma prova disso. ESCREVO E REVISO, REVISO E REVISO. Mas se me perguntarem, eu direi: escreva todos os dias. E a única maneira de ser um escritor “menos pior”. 

Ah, mas não tenho ideias do que escrever.

Uma lástima, mas eu quase sempre não tenho ideias. Por isso relutei em criar esse blog. Mas seria divertido ver no que vai dar, o máximo que pode acontecer é eu falhar. Tenho algumas ideias para livros nada revolucionárias, até porque todas já foram criadas por Cervantes, Sterne, Machado, Joyce, Lispector, etc. Não se iluda esperando a grande ideia surgi para começar a escrever o seu best-seller. Eu escrevo por gosto. Sou escritor amador. Não tenho grandes pretensões na literatura, além de ganhar milhões— ser rico e famoso. Não esperem, meus dois ou três leitores, por cursos de escrita criativa, não venderei nenhum curso nem a curto prazo, nem a longo prazo. Não posso espalhar por aí meus truques “origenias” de escrita, os quais eu guardo com dez chaves, todavia por alguns milhões quem sabe eu não os revelo ao mundo. É claro que tudo depende de princípio$.

Creio que não ficarei às escuras quanto ao que escrever aqui. Não tenho ambições maiores do que escrever com certa regularidade, sem tantas obsessões por revisões e pelos erros ortográficos e de gramática. Nada de textos-elefante, ficarei nos textos curtos. Este texto escrevi em tempo recorde, criei a meta de escrever em 30 minutos cada texto do blog, este levou três horas. Acho que vou me dar bem escrevendo textos curtos e rápidos!!!

Escreverei  resenhas de livros e quadrinhos sempre que possível, não deixarei o blog quanto a isso ficar às escuras. 

 

A FÁCIL ARTE DE ESCREVER UM ROMANCE

  (Este texto foi escrito com pressa, sem revisão nem nada.) Nunca pensei que conseguiria escrever um romance, se é que aquilo possa ser...