1 de janeiro de 1975 veio ao mundo um dos maiores vendedores de ficção, e atualmente o maior. Conheci o mangá (quadrinho japonês) One Piece há muitos anos, comprei a edição 28, da editora Conrad, que dividia um volume em dois, sendo que as edições 27 e 28 equivaliam ao volume 14 japonês. Fiquei fascinando pela arte caricata de Oda, ao mesmo tempo que lembrava Dragon Ball era, ainda assim, original. Quadrinização fácil de ler, texto recheado de nonsense e humor, personagens estranhos, bizarros. Com o tempo sua quadrinização ficou poluída, e me parece que a arte está ficando em alguns quadros irregular, a idade chegou. Não é fácil desenhar há 25/26 anos um mangá de sucesso. Sucesso mundial. Não à toa vendeu mais de 500 milhões de cópias de sua obra. Um ficcionista de respeito.
Não farei uma biografia dele, já existi milhares na internet.
Hoje não coleciono mais o mangá, que já ultrapassou os 100 volumes, porém acompanho-o pela internet. E o arco atual de Bartolomeu Kuma é um dos grandes momentos de Oda como escritor. Mistério, suspense, drama, humor, emoção e muita dor, dor, dor e tragédia. Tudo isso mexe com o leitor, nos faz chorar. Só um grande escritor faz isso. Oda apesar de seus defeitos, que não listarei aqui, faz com que suas qualidades “apaguem” seus defeitos. Ele nos faz passar ótimos momentos em seu mundo caricato, divertido e violento, nos traz entretenimento e verdades sobre o nosso mundo: escravidão, tirania, preconceitos. Aliás, o mundo de Oda é tão fascinante quanto os criados por Robert E.Howard, J.R.R.Tolkien e G.R.R.Martin.
Oda tornou meus dias melhores assim como Machado de Assis ou Neil Gaiman.
E espero, como todos os leitores, que ele conclua com dignidade sua obra.
(imagens retiradas do site guia dos quadrinhos.)


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