(Este texto foi escrito com
pressa, sem revisão nem nada.)
Nunca pensei que conseguiria
escrever um romance, se é que aquilo possa ser chamado de romance. Talvez eu
use esse parágrafo no meu discurso quando for agradecer a Academia Sueca.
Há muitos anos eu queria escrever
algo, mesmo sendo ruim, com começo, meio e fim. Mas eu sentia que só escreveria
bobices, "clicherices". Depois de um tempo curto, quase 4 décadas, finalmente
escrevi algo. Pensei que me sentiria mal por escrever algo tão genérico.
Entretanto sentia algo que se aproxima da felicidade. Não era uma felicidade,
mas passou longe da frustração.
Ao escrever, li muito e escrevi
alguma coisa, nada demais, nada, creio, muito péssimo. Talvez mediano para horrível.
Mas o maior medo de escrever vinha daquelas frases de escritores famosos, onde
todas diziam isso: escrever é difícil. E de fato é, porém não é tanto assim. É
prazeroso ver as palavras dançarem nas frases e parágrafos, formando a grande
quadrilha chamada livro.
Vejo vários erros no meu romance,
revisei umas dez vezes, sei que ele poderia ser melhor, mas melhorei-o até
onde minhas habilidades me permitiram nesse momento. Sei que depois dele
escreverei outro muito melhor. Fiz o meu melhor.

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